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quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Por que a História fascina?

Já ouvi várias vezes a pergunta que titula esse texto: amigos, historiadores famosos e até eu já refleti muito para dar uma resposta minimamente sensata.
        Mas fato é que ao longo do meu interesse pelo assunto, percebi que estudar história é muito mais do que ler artigos, notícias e fatos passados e é justamente essa visão que a torna uma das ciências mais fantásticas que podemos conhecer.
       Certos fatos e contextos históricos chamam mais a atenção do que outros. Quem não se encanta pelas conquistas romanas ou napoleônicas, ou ainda pelas duas Grandes Guerras que mudaram completamente o cenário geopolítico mundial? Entretanto, muito mais do que conhecer cronologicamente a evolução de certos acontecimentos históricos, detalhes que circundam os tais são de fato muito mais interessantes do ponto de vista cientifico.
      Como disse anteriormente, há acontecimentos ao longo da historia que chamam mais atenção do que outros. Particularmente, a ascensão e a queda do Império Romano em seus quase 1500 anos de conquistas, a Revolução Francesa de 1789 e o aparecimento dos regimes totalitários na Europa que culminaram com a Segunda Grande Guerra (1939-1945) são, indubitavelmente, três dos principais períodos históricos que foram capazes de mudar todo um panorama social, econômico e político vigente.

      Estudar história é muito mais complexo do que se imagina e, dessa maneira, exige a averiguação de pensamentos e ideias estabelecidas muitas vezes confrontadas com aquelas que querem se sobrepor.
      Toda história envolve uma mudança, e é justamente nessa mudança que se encontra o cerne da sua importância social. Já diria Karl Marx que 
a revolução é locomotiva da história. Podemos afirmar então que toda história é uma revolução: a mudança ou retirada de um ideal muitas vezes indiscutível para outro inovador, reformado, revolucionado.
      Muito mais que saber que cerca de 60 milhões de vidas foram perdidas durante a Segunda Guerra Mundial, ou mesmo, que o regime nazista de Adolf Hitler, através de um genocídio em massa, exterminou cerca de seis milhões de judeus, a história reflete acerca de até onde pode chegar a mente humana com seu desejo de conquista e poder e a partir daí podemos tirar importantes conclusões.
     Será que o quando olhamos para o próximo e julgamos a sua cultura, a
sua maneira de ser ou de agir, não estamos deixando um pequeno Hitler aflorar dentro de nós? Ou mesmo quando afirmamos que certas verdades são absolutas e irredutíveis, não estamos indo contra a rEVOLUÇÃO da sociedade? Isso cada um responde pra si, mas o que podemos concluir é que “historiar” é questionar e mudar (pra melhor) e isso sim é extremamente fascinante.

       

       
Autor: Henrique Alves.